Ser Freelancer – 7 coisas a evitar
Desde tenra idade que lido com a análise depreciativa a quem é freelancer. Seja quem quer desenvolver a sua actividade optando por essa via, seja quem receba de alguém uma proposta para trabalhar nessas condições. Ou seja, a ideia que precocemente formatei na minha cabeça acerca de um freelancer, não era, de todo a melhor.
Quem me haveria a mim de dizer que, passados quase 30 anos de vida, e depois de ter passado por algumas experiências profissionais (nos seus mais variados contextos e formatos), e algumas empresas que, seria no “registo” de freelancer que eu me iria rever!
Não te consigo prever o meu futuro (nem quero), por isso não sei se daqui a um ano, 6 meses ou até mesmo amanhã (não, amanhã parece-e que não…), a minha forma de ver e estar na vida se vai alterar e começo a pensar de forma diferente. Não sei. Mas o que te posso dizer hoje é que, depois de indagar a fundo o que é ser um freelancer, descobri que quero sê-lo, mesmo por bom período da minha vida. E assim tem sido desde 2010.
Mas o objetivo desta partilha não é de todo desmistificar o que significa ser freelancer, vamos deixar isso para outro artigo. Hoje partilho contigo 7 coisa que deves evitar caso enveredes por esta forma de estar na vida.
Algumas destas dicas paguei caro (bem caro…), não em dinheiro que investi, mas em tempo e erros atrasaram parcialmente a manifestação da minha performance… Por isso resolvi escrever este artigo de forma a que consigas ter bons resultados sem que tenhas de passar pelas mesmas “dores”.
1 – Não ter um horário para trabalhar.
- Quando enveredamos por este estilo de vida (é assim que gosto e chamar), uma das primeiras lacunas que tentamos colmatar é assegurar a parte financeira. Entendemos (e em parte, bem), que se não produzirmos o suficiente nunca ganharemos o suficiente. Esta tomada de consciência faz, na maior parte dos casos, com que trabalhemos horas a fio, sem descanso. Acreditamos que, quanto mais horas trabalhar mais dinheiro vai entrar e, no “futuro” logo penso em abrandar um pouco o ritmo… Este futuro, na verdade, nunca chega a acontecer. Normalmente, á medida que vamos ganhando dinheiro vamos também investindo em programas e outros recursos que, no desenrolar do nosso processo, sentimos que necessitamos.
A única forma que temos de contornar esta situação é estipular um horário de trabalho. Como se tivéssemos que sair de casa para trabalhar. De outra forma corremos o sério risco de pregar um sonho e viver um autentico pesadelo profissional.
2 – Não te assumires como um freelancer.
- Costumo falar com algumas pessoas que ainda não encarnaram a personagem que representam – neste caso, a de freelancer. É como que, aquele estigma que inicialmente evidenciei acerca da maneira depreciativa com que algumas pessoas viam os freelancers, ainda estivesse presente nessas pessoas. Eu sei que tu sabes exatamente o que te vou “dizer”… As coisas que tu não dizes falam mais alto! Isto significa que tens que sentir o que estás a viver e serve para tudo na tua vida. Sejas um advogado, escritor, contabilista, barbeiro, chefe de loja, policia, freelancer ou qualquer uma outra profissão, caso queiras ter sucesso sério deves assumir o “cargo” e entrar de corpo e alma na personagem que, profissionalmente(ou não) representas.
3 – Não pertenceres a um grupo de freelancers.
– Não sei se conheces a expressão: Pássaros da mesma espécie voam juntos! Ou, Nós somos a média das 5 pessoas com quem mais tempo passamos. Tudo isto serve para dizer que te deves conectar a um grupo de pessoas que partilhem dos mesmos interesses e tenham estilos de vida semelhantes – as chamadas “comunidades”. Não que te desligues de tudo o resto e andes de costas voltadas com o “resto do mundo” mas que, selectivamente tenhas essa preocupação. Existem 2 grandes benefícios que acontecem a quem tem a ousadia de aceitar estas palavras e a coragem de as colocar em prática:
Primeiro – Nós, os seres humanos, copiamos comportamentos, tendencialmente, de quem mais perto está, logo, certifica-te que tens por perto as pessoas “certas”;
Segundo – Não existe melhor ambiente do que aquele em que és desafiado a pensar, junto de outras pessoas que, também pensam como tu, ou melhor (que seria o ideal!)
Estes dois factores contribuem para que, não só avulsa enquanto pessoa, como te transformes na tua melhor versão.
4 – Não desfrutares da liberdade de ser freelancer.
– Caímos com frequência no marasmo da actividade que, outrora idealizamos. Este estágio, esperemos que breve, desenvolve-se pela ausência de disciplina que um freelancer com frequência manifesta. Eu próprio já fui vítima disto! A melhor forma de contrariares esta situação é saíres, mais uma vez, da tua zona de conforto e fazeres uma viagem, se possível, com a familia, caso a tenhas. O simples facto de estares “fora” desperta o teu estado de alerta evitando que “adormeças” mais do que o recomendado. Além do mais promove o autoconhecimento, enriquece o teu conteúdo ajudando-te a desenvolver novas e melhores competências enquanto profissional. Faz uma planificação anual dos locais que, nesse ano, queres visitar e não te limites temporal nem geograficamente! Se tiveres que ponderar algum factor que seja a parte financeira 🙂
5 – Não partilhares os teus resultados de freelancer.
– A partilha é uma das premissas fundamenteis de quem almeja um ambiente envolvente abundante. Sempre que desejares “ter” mais deves primeiro “dar” mais. A moeda de troca nem sempre é o dinheiro. Aliás, o dinheiro é só um resultado de todo este processo. O universo conspira a favor de quem partilha, de quem cuida, de quem cultiva sem esperar nada em troca – é uma lei universal.
Entender este principio vai fazer de ti um melhor freelancer a todos os níveis, pois não só vais, inevitavelmente, receber mais de todos aqueles que, contigo interagem, como vais sentir na primeira pessoa o reconhecimento publico de quem com a tua mensagem conseguiu melhorar algo na sua vida.
Quando comecei a partilhar os meus resultados com o mundo percebi que, tal como eu, existiam outras pessoas que estavam a passar por momentos idênticos e se identificavam com tudo o que me estava a acontecer. Mesmo quando ainda não tinha nada de significativo para partilhar (pensava eu…). Esta abertura faz com que o caminho se torne menos doloroso para todos, e é percebido como um trabalho de equipa dentro de uma comunidade – a dos freelancers!
6 – Não escolheres os teus clientes ideais.
– Qualquer empresa que se inicie na comunicação de uma ideia ou projecto para o mercado deve ter em mente quem são os seus potenciais compradores – os clientes ideias ou nicho de mercado como gentilmente costumamos chamar. Esta diferenciação nasce da vontade percebida com aquilo que para nós será o “ideal” de cliente, com quem gostaríamos de trabalhar. Qualquer freelancer que esteja começar a sua prestação de serviços, seja ela em que área for, deve ter essa consciência selectiva. Não é que deixe de trabalhar com todos aqueles que se afastam deste padrão – nada disso – mas a nossa mensagem fica mais clara quando a dirigimos a um determinado tipo de audiência com características específicas. Além disso todos nós temos as nossa preferências enquanto prestadores de serviços, e pessoas que somos com a Nosa forma de ser única, logo, neste contexto, vão existir pessoas com as quais iremos ter mais “prazer” em comunicar e, consequentemente, fazer negócios.
7 – Não fazeres um plano de crescimento da tua actividade de freelancer.
– A projecção do que queres “ter” e da pessoa que tens que “ser” para lá chegares deve estar na base de qualquer plano de carreira. A tua actividade enquanto freelancer é só mais uma “peça” desse maravilhoso puzzle que estás a montar chamado vida. Descurar esta parte, ou não aceitar fazer o plano de crescimento é deixar o teu “barco” à deriva sem “rumo nem norte”. Qualquer destino serve e qualquer resultado será bom.
Espero que esta partilha te inspire a ser uma pouco mais do que aquilo que já és!
Termino a minha escrita com um brinde ao teu sucesso 🙂



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